Involução das espécies
Coisas profundas pra chuchu
Deus criou o universo? Mas quem criou Deus? Afinal, ninguém surge assim do nada. Ou surge. Surge?
Já parou para pensar? E, se alguém criou Deus, então quem criou o alguém que criou Deus? E quem criou quem criou quem criou Deus? Caramba, isso não tem fim. É uma discussão mais infinita que o próprio universo.
Será que a criação do universo foi encomenda de um cliente?
Imagine Deus no departamento de criação de uma agência de propaganda, lendo o briefing: continentes, mares, rios, nuvens, vacas, cavalos, humanos e escorpiões.
Precisava mesmo dos escorpiões? E das cascavéis? Dragões-de-komodo? Sacanagem. A ideia original era ter só bichinhos de pelúcia e unicórnios, mas aí o cliente cortou verba da campanha e Deus fez o que pode.
Falando em universo: e esse papo do Big Bang? Se rolou mesmo, o que existia antes da grande explosão? O nada? Mas o que seria o nada? Porque, se existia o nada… então o nada já era alguma coisa.
Rapaz, deu um curto-circuito no meu cérebro. Saindo fumaça pelas orelhas.
E a evolução das espécies? Eu trocaria por involução. O ser humano deu errado. Tira o ser humano e tudo volta a ficar lindo: céu azul, mares limpos, natureza por todo lado. Sou contra o ser humano faz décadas. Desconfio dessas pessoas obcecadas em preservar a raça humana. E, se existe evolução, se adaptar a um mundo doente não tem nada de evolução. É involução no duro.
E se tudo não passar de um videogame, e o fim do mundo for só quando falta conexão ou o computador trava? Será que rola vida extra?
E esse lance de fazer backup do cérebro? Funcionaria para a gente enfim ter a tão sonhada vida eterna? E, na vida eterna, será que tem álcool, sexo, rock’n’roll, drogas, chocolate branco suíço e tabaco Drum?
Falando em álcool e drogas: um amigo me disse uma vez que, se a gente morre e só a alma fica, então por que preservar o corpo? Que se dane. Perda de tempo.
Concordo. Hoje é sexta-feira. Sexta cheira. Sexta fuma. Sexta enche o caveirão.
Enfim, acordei filosófico. Ou com pouca coisa para fazer — o que, no fim, dá na mesma.
Semana que vem prometo escrever sobre coisas belas, simples e tangíveis.
Tipo o barulho do vento soprando nas folhas dos álamos.
Ou o pássarinho de crista amarela que dá um rasante na piscina e mergulha só para matar a sede.
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ObrigAdão e bom finde.






