O sentido da vida
Afinal, diz aí, qual é o sentido da vida?
Você sabe? Eu não sei. Talvez ninguém saiba. Talvez nem exista sentido. Ou não. Ou sim. Sei lá, mil coisas. Ou melhor: um milhão de coisas.
Acho que o sentido da vida deve ser ficar olhando para coisas simples e fazer poeminhas:
Piscina verde
passarinho dá rasante
mata a sede.
Ficou mais ou menos esse. Eu sei. Leminski se retorce na tumba. É que fiz na correria. E fazer haikai às pressas não tem o menor sentido. Haikai é coisa zen. Pra fazer de boa, tranqui, olhando pro nada.
Falando em sentido da vida: a revista piauí deste mês tá recheada de cartuns meus sobre o tema.
Segue alguns aqui. Vai que um deles dá uma pista sobre essa grande questão que, vez ou outra, pipoca nas nossas cabeças.
P.S.: Talvez o sentido da vida esteja naquele asteroide que, em breve, vai passar raspando na Terra. Fica de olho.
Amsterdã é uma festa
Meu novo livro, (e segundo) livro em prosa está disponível no quiosque virtual mais próximo da sua casa.
Apresentação
Paris por um triz foi meu primeiro livro em prosa. Nele, contei minha saga na Cidade Luz em 1990, em busca de um lugar ao sol e espaços em jornais e revistas para publicar meus quadrinhos. Naquela época, por causa da grana curta, viajei pouco, mas consegui dar uma escapada rápida para Amsterdã.
Foram só três dias que, de tão intensos, pareceram durar uma eternidade.
É disso que trata este novo livro — o meu segundo em prosa. Amsterdã é uma festa é o relato das minhas aventuras doidas na “Veneza do Norte”.
Diferente do livro sobre Paris, neste optei pela terceira pessoa, o que deu mais liberdade ao meu outro eu, o Adaô — aspirante a beatnik e desbravador.
Este livro flerta com a autoficção — termo criado pelo francês Serge Doubrovsky em 1977 para descrever seu romance Fils — aquele gênero em que memória e invenção andam de mãos dadas. Talvez essa seja mesmo a melhor definição para Amsterdã é uma festa: meio autobiografia, meio invenção. De vez em quando, dou asas à imaginação, só para garantir que o leitor não caia no sono.
No início dos anos 90 o mundo era outro, bem diferente do atual. Um mundo pré-internet, com telefones públicos (os “orelhões”), poucos computadores e, no máximo, um ou outro aparelho de fax. Outro tempo. Outra onda. E, ainda assim, algumas coisas não mudaram — como o frio na barriga ao pisar num lugar desconhecido.
Onde comprar
A edição é totalmente independente e está disponível no Brasil, aqui.
Para quem mora fora, a Amazon disponibilizou em marketplaces de todo o mundo, é só escolher o mais próximo da sua morada. Aqui.
Tem também a versão Kindle. Aqui.
Era isso por hoje, mas ficou uma dúvida: por que, a partir de uma certa idade a próstata aumenta e o pingolim diminui? Não poderia ser o contrário. Aí, Deus, jogando essa ideia para você melhorar o projeto desse órgão.
Hora de passar o chapéu
Segue um videozinho novo que fiz pra apresentar minha campanha de financiamento coletivo, o Correio Elegante.
Prometo melhorar na atuação. E os olhos um pouco caídos não são de tristeza — é só o existencialismo batendo de leve.
A ideia do vídeo é sensibilizar mais gente a assinar.
Assiste aqui.
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