Temas. Não os tema.
Pensando dentro da caixa
Chegou o grande dia: o dia de fechar o tema “ideias”. Ninguém aguenta mais essa encheção de linguiça. Falando nisso, em “temas”, vamos lá:
Além de caminhadas, banhos quentes, chocolate e café, descobri que uma boa estratégia para ter boas ideias é escolher um tema.
Todo mundo diz que é bom pensar fora da caixa — mas, às vezes, criar a caixa ajuda.
Ultrapassar as quatro linhas, embarcar nas asas e flaps da imaginação é importante, mas de vez em quando é preciso delimitar a quadra onde o grande jogo da criatividade se desenrola.
Desculpa a pieguice, mas a ideia é exatamente essa: não se censurar.
Quando estou travado, escolho um tema e vou pra cima. Costuma dar certo.
A seguir, uma listinha dos meus temas preferidos:
• diva de analista
• a cena da evolução das espécies, do micróbio ao ser humano
• o pai apontando para o vale e dizendo ao filho: “um dia isso tudo será seu”
• sommelier
• sentido da vida
• filosofia, especialmente as máximas “penso, logo existo” e “ninguém se banha no mesmo rio duas vezes”
• balcão de bar
• trocadilhos
• cama, sexo e relacionamentos
• monumento ao soldado desconhecido (e suas variações)
• aquele famoso poema do Drummond: no meio do caminho tinha…
Se você acompanha meu trabalho, certamente já viu vários cartuns com esses temas.
Uma vez li, num livro de entrevistas, que o Woody Allen costumava anotar ideias de roteiros em papeizinhos e guardar tudo numa gaveta.
Tenho uma gaveta dessas.
Mas as ideias que restaram ali não estão resistindo ao tempo — nem ao meu olhar.
Agora comprei um classificador. Estou animado com essa nova fase: um arquivo organizado de ideias.
E, já que está na moda falar em “experiência”, resolvi fazer uma.
Vou usar um dos temas da lista — divã — e tentar criar um cartum em tempo real.
O limite de criação será de dois minutos.
Não posso provar que a experiência é real — eu poderia estar aqui trapaceando —, mas quero que você acredite na minha honestidade.
Olha só a primeira ideia que pintou na minha cabeça, em menos de um minuto:
Fim do texto. Não das ideias.
P.S. — Ia falar hoje sobre a pré-venda do meu livro AMSTERDÃ É UMA FESTA mas achei melhor enviar uma edição extra da Sextando falando só sobre isso.
Aguarde.
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